quinta-feira, 29 de setembro de 2016

IRON MAIDEN - 30 anos de Somewhere In Time

Quem assistiu à minha participação no Panelaço, programa do meu querido amigo João Gordo - veja o video AQUI - viu que comecei a curtir metal vendo o clipe do Iron Maiden, Aces High. Pois bem, daquele dia em diante esse estilo se tornou parte de mim e o Iron Maiden uma das bandas que mais escutava.
De toda a discografia deles, é inegável a importância do Powerslave para o estilo. Sempre brinco dizendo que se o primeiro do Black Sabbath é a Gênesis, a criação do mundo; o Powerslave é o nascimento de Cristo devido ao caráter mítico dessa obra.
Porém o ser humano é engraçado devido às suas diferentes opiniões, e contrariando essa máxima mas não desrespeitando-a, o meu preferido sempre vai ser o Somewhere In Time, e é dele que irei tecer algumas palavras.


A começar pela capa. Não tem preço o dia em que fiquei ouvindo o vinil e vendo aquela gravura, todos os detalhes tentando descobrir o que tinha de mais extraordinário que fugia aos meus olhos.
E naquela época eu estava adentrando no maravilhoso universo dos livros de ficção científica, e quando o Somewhere entrou na minha vida, percebi a perfeição da união dos dois mundos no qual estava vivendo intensamente e vorazmente, heavy metal e ficção científica.


Esse disco tem tantas nuances e detalhes que seria preciso um livro inteiro para podermos destrinchá-lo, porém serei extremamente breve e objetivo e quem sabe, num futuro próximo, venho trazer mais detalhes sobre ele.
O disco abre com a Caught Somewhere in Time com aquela nota me arrepiando por inteiro e me transportando para o futuro. É como estivesse entrando em uma nave rumo ao espaço infinito à procura de novas aventuras. Era assim que eu me imaginava ao ouvir esse disco. Seu riff inicial também nos remete ao Egito antigo porque há essa sensação no ar, uma certa conexão; e é interessante esse paralelo do passado antigo e o futuro. Já Wasted Years simplesmente tem o solo mais cativante do metal, sem falar o videoclipe que conta a carreira da banda em imagens intercaladas com a mascote Eddie em capas memoráveis, cortesia do mago Derek Riggs. Sea Of Madness é a minha preferida, tanto lírica como em estrutura musical... e que música! A melhor do Maiden, e top 5 das faixas mais memoráveis do heavy metal de todos os tempos. Heaven Can Wait empolga e culmina com aquela parte do côro, o "ÔÔÔ" mais famoso do mundo. The Loneliness Of The Long Distance Runner é o tipo de faixa que considero uma prévia do que viria a ser o heavy melódico num futuro próximo. O groove e a cadência chega em Stranger In A Strange Land e criam um clima maravilhoso para que Bruce Dickinson prove o porque dele ser considerado um dos maiores vocalistas de metal ao lado de Dio e Rob Halford. Deja-vu é rápida mas maravilhosamente bem feita com sua batida energética e refrão cativante. E Alexander The Great... o que falar desse verdadeiro épico que sonhamos ouvir e ver ao vivo um dia? A história de Alexandre, o Grande, o maior conquistador da História Antiga, "ilustrada" com maestria pela Donzela de Ferro e que fecha essa obra-prima suprema do metal. 


Em tempo...
Certa vez, na época do Torture Squad, viajamos para o primeiro show fora de São Paulo. Pegamos o ônibus à noite rumo à Balneário Camboriú e tocaríamos em um evento cuja produtora era Viviana Torrico, esposa do João Gordo. O ano era 1995. No meio do trajeto estava ouvindo justamente no meu discman o Somewhere in Time, e na passagem de uma faixa pra outra ouço Cristiano - guitarra - dizer que no céu tinha uma luz estranha. Quando olho para a janela vejo uma bola de luz fazendo várias evoluções no ar diferente de tudo que eu tenha visto. Não era balão nem tampouco avião. Subitamente aquela misteriosa luz pára, e de repente, numa velocidade sem precedentes ela some na escuridão da noite. Chegamos a tomar um susto com aquele objeto misterioso e que com certeza não era daquele mundo. E o mais engraçado, justamente na hora em que eu ouvia esse maravilhoso disco. Histórias do rock'n'roll.



01. Caught Somewhere In Time
02. Wasted Years 
03. Sea Of Madness 
04. Heaven Can Wait 
05. The Loneliness Of The Long Distance Runner
06. Stranger In A Strange Land 
07. Deja-Vu 
08. Alexander The Great

Line-up:

Bruce Dickinson - vocals
Steve Harris - bass
Dave Murray - guitar
Adrian Smith - guitar
Nicko McBrain - drums